sexta-feira, 22 de junho de 2012

A GUERRA ÉPICA DE LATINOS NA CANCHA!

"QUE VENHA O BOCA!..."

Alô meus caros amigos e adeptos do melhor futebol em nosso Brasil e mundo à fora!...
Em meio à importantes decisões que chegamos e estamos vivenciando neste momento, em especial na Copa Libertadores de América, destaco aqui a grade final, que não poderia ser de outra forma, é sim, o mais esperado duelo de gigantes das Américas à partir de agora, "Corinthians x Boca Juniors", um duelo de "cachorro grande", melhor, uma "guerra épica de latinos."
"Corinthians e Boca Juniors", "Boca Juniors e Corinthians", cada um deles sem sombra de dúvida, tem um patrimônio real e surreal de adeptos de extremo fanatismo que faz jus a história que ambas as agremiações carregam, sendo assim, cada vez mais respeitadas por qualquer time e torcedores de outras equipes do planeta, mesmo sendo contrário dessa opinião que lhes apresento e mais ainda não aceitando estas duas forças do nosso futebol sul americano e mundial, roubando a cena no campo de jogo. Portanto, nos dois jogos de finais entre Corinthians e Boca, com certeza teremos tanto na La Bombonera quanto no Pacaembu, uma pressão fortíssima de fanáticos, que torcerão com muita energia e intensidade para sua equipe até o apito final de jogo.
Opinando sobre o lado tático e técnico do jogo, essa "guerra épica", teremos 180 minutos de puro confronto psicológico, tático e estratégico por parte de quem comanda.
A equipe do Corinthians, como sabemos é um time que tem um elenco muito competitivo e taticamente disciplinado e, da mostra que está sim, blindado psicologicamente, e fez valer esse mérito em todos os jogos da Libertadores e até mesmo de momento, desvalorizando o Brasileirão, principal competição de nosso país, já que estando muito focado nesta que como sabemos também, é a primeira vez que o alvi negro do Parque São Jorge chega a final do certame latino.
O técnico Tite como vemos e acompanhamos nas mídias em geral por aqui, vem trabalhando muito bem com os seus comandados o aspecto tático e também no aspecto emocional, dentro de certa prudência, para que o jogador não seja muito pilhado, porque para quem mexe com bola sabe bem, pilha demais em jogador atrapalha e pode prejudicar todo um projeto. Assim, a questão motivação em prática pelos lados do Corinthians está em dia e em alta com seus jogadores. Isso ajudará e muito para uma boa arrancada rumo ao título inédito.
Pelos lados do Xeneize, como é também conhecido o timaço do Boca, que tem em seu comando o técnico Julio Cesar Falcioni, o que acompanhei e vi desde o início deste ano pelo campeonato Argentino e Libertadores até agora, primeiramente os "hermanos" tiveram uma crescente muito boa. O time argentino não estava bem das pernas, mas com o passar do semestre o time foi ganhando os jogos do nacional e da Libertadores e contando com um cérebro em campo, como lá é conhecido, "El Maestro Riquelme".
Riquelme com certeza diante do Timão poderá ser sim um fator de desequilíbrio que obviamente o Corinthians do Tite e seus comandados terão que ter atenção redobrada para vetar o poder de criação do Boca. Mas em consequência desta minha avaliação, completo minha parte enaltecendo ainda o grupo do Boca, que além de ter um maestro em seu time, os hermanos tem uma força tática muito eficaz e tradicional, bem "a la argentina", muita marcação, contra ataques eficientes e poderosíssimos, catimba com rodízio do início ao fim para desestabilizar o seu adversário.
Dentro da minha análise, ambas as equipes são muito parecidas em seu trabalho tático e estratégico de jogo e muito equiparadas quanto ao nível técnico individual de seus jogadores. O Corinthians para mim leva mínima vantagem diante do Boca dentro desse aspecto técnico individual, por ter jogadores que hoje fazem a diferença no seu elenco, como o Danilo que é um jogador que ataca e sabe atacar, sabe armar e criar e ajuda muito na marcação, o time também conta com o jovem Cássio, um goleiraço muito equilibrado e seguro, para mim é mais goleiro que esses que atuam na seleção e que tem grandes chances de ser o número "1" na Copa de 2014 no Brasil, o Paulinho, um volante e meia atacante de um poder tático e técnico que é para poucos e outro diferente nesse time corinthiano é o Alex, que arma muito bem, cria, é importante dentro do sistema do Tite e mais, é um especialista em bolas paradas. Quanto ao time argentino, além do cracasso que é o Riquelme e que já conhecemos e também desde já dispenso comentários, o Boca é muito compacto taticamente, com jogadores extremamente disciplinados em sua tática, mesmo contando com nomes como, Ledesma, Mouche, Viatri, Santiago Silva, entre outros e todos que lá entrarão em campo sob comando do também experientíssimo técnico, Falcioni.
Mas hoje, entendo que esta decisão, teremos acima de tudo um grande duelo, com grandes ingredientes para enaltecer cada vez mais o "Dérbi Latino", isso tanto dentro da cancha, quanto fora dela, duas grandes equipes buscando a taça de campeão, enfim...Corinthians em busca do seu primeiro título das Américas e o acostumado Boca Juniors em sua décima vez em decisões de Libertadores, buscando sua sétima conquista para entrar no rol dos maiores da Libertadores junto do teu e também rival Independiente, que já tem este mérito conquistado. Afinal, quem será o campeão?!...Só saberemos depois de fato dos 180 minutos, porque isso não será simplesmente uma decisão ou uma simples decisão de campeonato de duas grandes forças da América do Sul, mas sim uma verdadeira "Guerra Épica". E que o nosso Corinthians traga essa taça para o Brasil, porque mesmo com todas as torcidas, sendo a favor ou contra o Timão, o Corinthians é Brasil acima de tudo nas Américas.

É isso aí!

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Por Jânio Bernardino da Silva.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

FUTEBOL COLETIVO E EFICAZ COM MATERIAL DE GRANDE QUALIDADE




"MONTAR TIME NÃO É UMA TAREFA TÃO FÁCIL ASSIM!"

Bem meus caros amigos do futebol!...Eu, em minha experiência futebolística, ao viver de bola e aprender a cada dia mais com este desporto maravilhoso e encantador, carrego comigo uma tese e creio muito nisso. No aspecto futebol coletivo, tático e com formação de elenco que quero falar sobre. Em cima dessa pauta, entendo que cada vez mais, você "técnico de futebol", para ter um elenco de futebol forte e decisivo, não basta contar com certas individualidades e nem ter um bom elenco apenas. É preciso que este seja forte e com qualidades individuais do "1" ao "18", e claro, um time que assimile o que lhe é apresentado taticamente, para que assim, chegue ao sucesso competitivo na prática.
Hoje em dia, enxergo um futebol altamente competitivo, sistemático e muito criativo no contexto coletivo, aliado a força física, enaltecendo ainda o empenho coletivo e o individual do atleta.
Para ser mais claro, insisto que para obtermos sucesso na prática com um time de futebol, é preciso conhecer e saber fazer uma montagem de um time antes de mais nada. Um papel de grande protagonismo do técnico.
Ao meu ver, para montar um grande time, acredito na minha capacidade de montagem, por exemplo e chamo a atenção para o seguinte detalhe. Para mim, é preciso que eliminemos esta teoria passada de que, para montar time forte, precisamos de um goleiro de dois metros e meio de altura, dois beques, um brucutú e outro Gamarra do seu lado, que saiba o que fazer com a bola lá atrás, dois alas, um que saiba marcar e outro que pela esquerda, mais "fumaça", que só sabe ir ao fundo, dois volantes, um marcador para ficar enjaulado na frente dos dois beques, o outro para encostar mais a frente dos meias, blá blá...blá blá...blá blá...Tolices...O futebol já está mudado e já tem um certo tempo.
Na Europa, por exemplo, as grandes forças nacionais e clubes já ditam a regra, com um futebol altamente competitivo, forte, envolvente e mais eficaz que o nosso daqui em muitos quesitos, principalmente em sua disciplina na aplicação tática e estratégica.
Então, vamos mudar nossa forma de raciocinar e montar times e procurar ter em nossos elencos, um goleiro que seja bom e que seja privilegiado de inúmeras qualidades, os nossos beques e volantes, que além de saberem destruir com qualidade, saibam jogar, nossos meias que cheguem cada vez mais com eficácia no gol adversário e acima de tudo marquem com inteligência e que aprimorem cada vez mais seu poderio de criação e aos nossos atacantes, como os outros, marquem também e abusem da artilharia.
Bem meus caros parceiros e profissionais da bola!...
Vamos voltar a ter times fortes outra vez, principalmente aqui no Brasil e voltar a nossa velha hegemonia que para mim ainda não acabou.

É isso aí!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

100% DE GESTÃO EFICAZ E NADA DE AMADORISMO NA BOLA! - Artigo da U.F.



"PARA TERMOS FUTEBOL SÉRIO NO BRASIL 
PRECISAMOS DE GESTÃO!..."

FUTEBOL PROFISSIONAL: Gestão Com Planejamento
O trabalho de integração e organização dentro dos departamentos de futebol
Por Alessandro Gonçalves da Silva

Planejamento estratégico e gerenciamento de projetos são assuntos que deveriam estar sempre presentes nos clubes de futebol. De forma bastante simplificada, é necessário que os gestores definam ao menos em que situação o clube deve estar e quais são os objetivos para o time em determinada data, com metas claras e mensuráveis. Será que todos os dirigentes realmente sabem são os objetivos para o seu clube para os próximos dois anos? Naturalmente alguns pensarão que o objetivo principal é o de ser campeão, ganhar, mas ganhar exatamente o que? Chegar a um faturamento anual de quanto? Ter condições de manter que nível de time para a próxima temporada? Ganhar todos querem mas títulos muitas vezes são apenas consequências de todo um trabalho.

Então se define o que será feito para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados, quais serão as atividades necessárias e como serão medidas. Isso tudo faz parte de um plano, de um planejamento estabelecido e conhecido por todos. E este plano deve ser abrangente, a ponto de estabelecer o nível desejado para o time, seja em aspectos físicos, técnicos, comportamentais, financeiros e demais. Definidos os objetivos, as atividades devem ser constantemente monitoradas, controladas, documentadas, e então, baseados nos resultados obtidos, deve-se tomar ações corretivas e principalmente preventivas, de forma a minimizar as chances de ocorrência de riscos, que já deveriam ter sido identificados com antecedência.

Adicionalmente deve-se definir quais são os níveis desejados para cada atleta. Mesmo se olharmos para o mais óbvio, que é a condição física, nem sempre se sabe realmente como está cada atleta do elenco e muito menos em que situação cada um deveria estar. Isso porque ou não se avalia com eficácia, não há integração do setor de fisiologia com o de preparação física, ou mesmo porque não há um sistema estruturado de coleta e monitoramento dos resultados.





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domingo, 3 de junho de 2012

TENAN ANALISA O NOSSO FUTEBOL BRASUCA ANTES E AGORA! - Artigo sobre o estudo do nosso futebol brasileiro feita por Alberto Tenan a Universidade do Futebol


SELEÇÃO BRASILEIRA: FUTEBOL DE HOJE x FUTEBOL DE ONTEM...
O Que Pode Ser Feito Imediatamente Para Mudar O Futebol De Amanhã?
Por Alberto Tenan*
O que é que dita as tendências do treinamento no futebol mundial? Em minha opinião, é o resultado das competições futebolísticas de maior impacto. Após os resultados dessas competições, procura-se ver o que foi feito pelos mais bem colocados para atingir o sucesso e os demais clubes e seleções tentam se adaptar às “últimas tendências” para ter mais chances de vencer a próxima edição; afinal, todos querem vencer!
Estamos em 2012 e atualmente a seleção campeã do mundo é a Espanha. O clube campeão da última edição da Champions League e da Copa do Mundo de Clubes é o espanhol Barcelona. Portanto, é a Espanha que dita as tendências do treinamento de futebol hoje.
Esses resultados não caíram do céu. Em 1971, os dirigentes do Barcelona fizeram uma escolha que tornou tudo isto possível – contrataram o então treinador do Ajax, o holandês Rinus Michels. E muita coisa estava para mudar.


 
Vou agora falar de seleção brasileira, pentacampeã do mundo! O Brasil dominava futebol até 1962. Então, a Copa de 1966 na Inglaterra foi, para a seleção brasileira, o divisor de águas, já que até hoje prioriza o físico (com as devidas evoluções tecnólogicas, biomecânicas, fisiológicas, etc.) em relação às outras componentes.
O Mundial foi vencido pela Inglaterra, tendo como vice-campeã a Alemanha e a terceira colocada foi a antiga União Soviética. Descobriu-se que essas três seleções preparavam fisicamente seus jogadores através de “circuitos” físicos.
O Brasil comprou a ideia… diversos profissionais brasileiros foram para a Europa acompanhar de perto a novidade. Resultado: a técnica brasileira somada com a preparação física europeia (na época) deu resultado e, na Copa de 1970, no México, o Brasil voltava a ditar as tendências do futebol mundial!
Até então, para o futebol da época, a nova fórmula brasileira era perfeita. Porém, o futebol vai mudando… Para mim, o início da ascensão espanhola e o início do “declínio” brasileiro (já explico o declínio entre aspas) aconteceram na década de 70, quando em 1971 os dirigentes do Barcelona “enxergaram” na filosofia do holandês Rinus Michels o “futebol do futuro” e o deixaram no comando da equipe catalã. Com isso, a semente do “Futebol Total” estava plantada no Barça e consequentemente na Espanha, o que, para mim, fez evoluir os jogadores espanhóis, que jogavam uma liga nacional que já contava (como até hoje conta) com grandes jogadores oriundos de outras partes do mundo.
O Brasil e o resto do mundo tiveram a chance de comprar a ideia em 1974 (para mim, este é o divisor de águas), quando, na Copa do Mundo vencida pela Alemanha, o mundo conheceu o “Carrossel Holandês” e os conceitos do “Futebol Total” implantados por Rinus Michels. Porém, como a Alemanha venceu e todos querem vencer, o futebol mundial ficou mais físico do que nunca!
Vamos agora ao “declínio” da seleção brasileira. Ele iniciou-se em 1974? E os Mundiais de 1994, 1998 e 2002? Eis a (minha) resposta.
Bem, após o triunfo brasileiro na Copa de 70, vieram as Copas de 1974 (meu divisor de águas), 1978, 1982, 1986, 1990, até que o Brasil foi campeão novamente em 1994, na Copa do Mundo nos Estados Unidos. O futebol estava diferente, menos técnico, mais físico (mais feio?), mesmo assim, nossa técnica ainda fazia a diferença no mundo. Vamos adiante, 1998 e... em 2002, ganhamos de novo: “estamos no caminho certo, voltamos a dominar o mundo”!
Nossa técnica (gradativamente menor), aliada ao nosso físico impecável, ainda era suficiente para vencer e todos querem vencer!


 
Avancemos no tempo: Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, ou devo dizer a Copa mais “feia” da história? Tenho meus motivos: o zagueiro italiano Cannavaro foi eleito o melhor jogador do Mundial e o lance que marcou o jogo final foi uma expulsão, não um gol, ou um lance bonito… concordam que o futebol foi ficando mais feio?
Enfim, o futebol continuou mudando e a Espanha de “pouca tradição” nos Mundiais foi ganhando seu espaço, fazendo boas campanhas no cenário europeu e mundial. Venceu a Euro 2008 e em 2010 ganhou sua primeira Copa, na África do Sul, jogando um bom futebol. O Brasil, com a sua técnica (menor que em 2006) e seu “vigor físico” (o melhor da história), que dominava o futebol mundial com certa vantagem, perdeu a sua hegemonia… mas ainda queremos vencer!


 
Eu me pergunto diariamente: se o Brasil em 1974 tivesse comprado a ideia da Holanda e aliado sua técnica ao “Futebol Total” em vez de ter ido pelo caminho físico (inglês, alemão, russo…), as Copas de 1978, 1982, 1986 e 1990 teriam passado em branco? Não sabemos, mas acho que ainda dominaríamos o mundo.
O que nos manteve no topo do ranking da Fifa até 2006 não foi a opção de priorizar o físico em 1966, mas sim a forte cultura futebolística brasileira, os jogos de rua, o número de praticantes, a “fartura” de matéria-prima (já que os jogadores são um produto) que nenhum outro país do mundo tem.


 
Somos obrigados a concordar com o espanhol Pepe Guardiola quando diz sobre o Barcelona: "O que tentamos fazer é tocar a bola o mais rápido possível. Na verdade, é o que o Brasil sempre fez, segundo me contavam meus pais e meus avós". É verdade, o Brasil foi “perdendo” seu bom futebol ao longo dos anos e perdeu posições no ranking da Fifa.
A Espanha começou de baixo (não se classificou para o Mundial de 1974), se estruturou e está mais forte do que nunca. O Brasil, que esteve no topo em 2002, (como 10 anos passam rápido!), está parado no tempo (para mim, desde 1974). A Copa de 2014 está se aproximando, o Barcelona e a Espanha estão no topo e continuam evoluindo.
E o Brasil de hoje? Tenho receio só de pensar na resposta, mas ainda temos chances de vencer! Temos dois caminhos: o primeiro e mais conveniente é torcer para os craques da vez “estarem inspirados” e trazerem a taça; caso isso não aconteça, podemos novamente culpar os “vilões” (normalmente o treinador e alguns jogadores) pelo fracasso. O segundo e mais trabalhoso é enxergar que ficamos para trás e temos que (como o resto do mundo) nos adaptar às “últimas” tendências futebolísticas.
Eu, em 2012, falar sobre o melhor caminho a ser seguido em 1974, foi muito fácil; o difícil vai ser mudar hoje, para dominar o futebol de amanhã, como fez muito bem a Espanha alguns anos atrás…

 
Bibliografia

MICHELS, R. Team building the road to success. Reedswain Publishing: 2001. www.fifa.com

*Alberto Tenan é mestrando em Treino Desportivo (ULHT – Lisboa). 

Para interagir com o autor: alberto@tenan.com.br

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  • Por Jânio Bernardino da Silva

sexta-feira, 11 de maio de 2012

NILMARA ALVES É A PRIMEIRA MULHER A COMANDAR UM TIME DE FUTEBOL PROFISSIONAL EM SÃO PAULO
Nilmara Alves (técnica do time de profissionais da A.D. Manthiqueira).

"ATENÇÃO BOLEIROS DE PLANTÃO!!!...NÃO TEM MAIS JEITO HEIN?!...
A NOSSAS MULHERES AGORA DOMINANDO A ÁREA TÉCNICA DAS NOSSAS CANCHAS BRASIL À FORA.
TÁ AÍ...APROVO E ASSINO EM BAIXO...(risos)."

Misto de Muricy e Guardiola, técnica estréia com vitória e quer o acesso com o Manthiqueira, clube-empresa da cidade de Guaratinguetá

07/05/2012 - O Manthiqueira, clube-empresa da cidade de Guaratinguetá (a 175km da capital São Paulo), estreou com o pé direito na quarta divisão do Campeonato Paulista no último domingo. O time venceu o Ecus, fora de casa, por 2 a 0. O jogo poderia passar despercebido não fosse a novidade à beira do gramado: a técnica Nilmara Alves (foto), primeira mulher a comandar um clube profissional no Estado de São Paulo (a pioneira no Brasil foi Cláudia Malheiro, no Andirá-AC). Fã de Muricy Ramalho , treinador do Santos, e aprendiz da filosofia de jogo de Josep Guardiola, doBarcelona , Nilmara ficou muito satisfeita com o resultado, e vê sua equipe na luta para chegar à Série A3 do Paulistão.
"Acreditamos muito no acesso à Série A3. A gente sabe do potencial da nossa equipe e dos nossos jogadores. Estamos trabalhando muito para que isso aconteça", disse ao iG a treinadora, de voz grossa e discurso firme, bem ao estilo Muricy. "Ele é uma pessoa muito centrada nas coisas que fala. É um grande profissional, vencedor e me inspiro muito nele", afirma a paulista de Aparecida, que também tenta aplicar uma filosofia catalã - inclusive com a proibição de "dancinhas" nas comemorações - no Manthiqueira, clube de apenas seis anos e com uniforme laranja inspirado na seleção holandesa. O mascote do clube é um cavalo, homenagem à história de Guaratinguetá, marcada pelos tropeiros que cruzavam o Vale do Paraíba. Já o nome vem da Serra da Mantiqueira.
Formada em educação física e também no curso de treinadores, Nilmara trabalhou como preparadora física do Manthiqueira antes de receber o convite do presidente Dado de Oliveira para dirigir a equipe. Aceitou na hora. Segundo ela, os jogadores (que a conhecem desde quando o clube ainda nem era profissional) mostram total apreço pela chefe. "Eles me respeitam, conhecem o meu trabalho e sabem do meu potencial. Estamos juntos há tempos e 'fechados'. Eles me tratam como uma profissional do futebol", comenta a treinadora, que só separa dos atletas quando eles precisam se trocar no vestiário. Ela vive no CT do clube (que tem dormitórios, ambulatório, consultório odontológico e refeitório), na zona rural de Guaratinguetá.
Com o emprego assegurado pelo presidente Dado de Oliveira até o fim do Paulista Segunda Divisão (o campeonato acaba em 21 de outubro), Nilmara - que ainda joga futebol feminino e crê na recuperação do esporte no Brasil - tem total tranqüilidade para trabalhar e colocar seu projeto em prática. Calma, ela já está preparada para ouvir provocações dos torcedores durante o torneio, mas diz relevar. Na partida contra o Ecus, ela não sofreu com o problema, já que o jogo foi realizado com portões fechados. "O que importa para mim é ter a confiança do presidente e dos jogadores", diz.


Confira abaixo o bate-papo que ela manteve com o iG Esportes.


iG: Como foi estrear com vitória? Já pensa no acesso ou ainda é cedo
Nilmara: Estou muito feliz! A gente sabia que jogar fora de casa seria complicado, ainda mais contra uma forte equipe, mas a gente foi confiante para a partida e, graças a Deus, saiu com a vitória e com os primeiros três pontos no campeonato. Acreditamos muito no acesso à Série A3. A gente sabe do potencial da nossa equipe e dos nossos jogadores, e estamos trabalhando muito para que isso aconteça.

iG: Como pensa em lidar com as provocações dos torcedores? Nilmara: Hoje (domingo) o jogo foi com portões fechados e não teve torcida, então não teve nenhum problema com isso. Mas sou tranqüila, não ligo para provocações. O que importa é os jogadores e o presidente confiarem em mim. Os jogadores do time adversário também se comportaram bem. Devem ter achado um pouco estranho, pois nunca devem ter jogado contra uma equipe com uma mulher no comando. Mas não teve nenhuma reação negativa por parte deles e correu tudo bem.
iG: Como você se tornou técnica de futebol? Quem te apoiou? Nilmara: Eu jogo futebol desde os 15 anos e sou formada em educação física. Já fiz curso de treinador e trabalhei como técnica em Aparecida (sua cidade natal), nas categorias de base de equipe masculina, e ano passado trabalhei como prepradadora física do Manthiqueira. Acabei recebendo o convite neste ano para trabalhar como treinadora e aceitei o desafio. Meus grandes apoiadores foram o treinador do Aparecida, meu amigo Luís Fernando, o presidente Dado (de Oliveira, do Manthiqueira), que me conhece bem e acredita no meu trabalho, além dos meus amigos e familiares.
iG: Você se inspira em algum técnico de sucesso? Nilmara: Eu gosto muito do Muricy Ramalho. Ele é uma pessoa muito centrada nas coisas que fala. É um grande profissional, vencedor e me inspiro muito nele. Também sou fã do (Josep) Guardiola (treinador do Barcelona), pois ele usa o esquema tático parecido com o nosso, que visa a posse de bola, toques rápidos e curtos, cadência do jogo, marcação leal e pouco "chutão". Hoje (domingo), por exemplo, os jogadores cumpriram bem tudo o que foi passado. Trabalhamos bem a posse de bola, a movimentação, sem dar chutão, e isso nos deu o resultado positivo.
iG: Você conhece alguma outra técnica de futebol? Acha que será uma inspiração? Nilmara: Teve uma técnica que trabalhou no Andirá, do Acre (Cláudia Malheiro, em 2000), mas não conheço muito a história dela. Com equipe profissional, sou a segunda no Brasil, mas a primeira no Estado de São Paulo. Acho que vou inspirar outras mulheres, sim. É um primeiro passo para que outras possam seguir o meu exemplo. Torço por isso.

IG: Como é sua relação com os jogadores?
Nilmara: Eles me respeitam bastante, conhecem o meu trabalho e sabem do meu potencial, assim como eu sei o deles. Isso é muito gratificante. Eu e os atletas estamos juntos há tempos, eles sabem que podem contar comigo e eu com eles. Isso é muito importante num time de futebol. É um primeiro passo positivo para a equipe e para a busca do acesso. Eles me respeitam e me tratam como uma profissional do futebol.
iG: E como fica na hora do vestiário? Você tem liberdade total?
Nilmara: A gente já está bem treinado na questão do vestiário (risos). Eles (atletas) entram, trocam de roupa e fazem o que têm que fazer. Aí eu dou um tempo, entro e dou a preleção. Assim, tudo flui normalmente, sem constrangimento. Na preleção, gosto de dar incentivo e conversar, dar muito apoio. Falo para eles colocarem em prática tudo o que treinamos durante a semana. Futebol não tem segredo.

iG: Você acha que o futebol feminino no Brasil tem alguma chance de crescer?
Nilmara: O futebol feminino está muito abaixo do esperado, sem dúvida. É só você ver que as melhores jogadoras estão todas tendo que sair do país para ter incentivo, apoio e um time fixo. Mas acredito que, no Brasil, o esporte tem potencial para crescer. Eu ainda jogo futebol quando posso e gosto muito. Se um dia surgir uma oportunidade, quero trabalhar como técnica no futebol feminino também.
iG: Onde acha que pode chegar como treinadora?
Nilmara: A gente sempre espera um dia chegar ao lugar mais alto, que é treinar uma equipe forte, de primeira divisão nacional. Isso é um sonho. Mas, por enquanto, estou trabalhando firme e muito concentrada aqui no Manthiqueira, com os pés fincados no chão. O que tiver que acontecer vai acontecer naturalmente.

Fonte da entrevista: IG Esportes - Fotos Divulgação


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terça-feira, 1 de maio de 2012

ESTREANDO EM CASA, O COTIA FC NÃO TERÁ O APOIO DO SEU TORCEDOR POR FALTA DE ESTÁDIO


Imagem do estádio municipal de Cotia-SP, Dr. Euclides de Almeida, o popular EUCLIDÃO.

ASSIM É VÁRZEA BOLEIRADA!...

"Olá amigos desportistas, amantes do futebol, em especial, aos torcedores fanáticos  do Cotia Futebol Clube, clube este que por mais um ano disputará a Segunda Divisão do Campeonato Paulista!...Se foi uma gafe, falta de comunicação, amadorismo, somente o  interesse em lavar dinheiro, para abatimento no imposto de renda, isso por parte da direção do Cotia, ou coisa do gênero, enfim, não se sabe...Pois é, isso só eles que sabem, não é mesmo?...
Bem, para nossa infelicidade, não poderemos ver a estréia do escrete cotiano no dia 5 de Maio no estádio do Euclidão, diante do Desportivo Brasil, o timaço de forte estrutura e de gestão competente que é comandada pela Traffic.
Atenção torcida cotiana!...O motivo vocês não irão acreditar e isso Eu tento desde o meu nascimento. Portanto, meus amigos, não veremos a estréia do Cotia, devido a Federação interditar o Euclidão, que por sinal, não é ainda, um estádio profissional de verdade, que atenda as exigências da Federação Paulista de Futebol, afiliada a CBF e FIFA e que seja um estádio que cumpra e respeite o Estatuto do Torcedor.
Aí pessoal do Cotia FC!...chega dessa várzea, por favor, construam um estádio novo e descente, vamos respeitar nossa torcida. E tenho dito!"

JOGO DE ESTRÉIA DO COTIA FC PELO PAULISTA

Programação:

Cotia FC x Desportivo Brasil
Data: 5 de Maio
Horário: as 15:00
Local: estádio Euclides de Almeida - EUCLIDÃO

  • Fonte: F.P.F. - Federação Paulista de Futebol [http://www.futebolpaulista.com.br/competicoes/Paulista%20-%20Segunda%20Divis%C3%A3o/Tabela%20Completa/Tabela%20Completa/?cat=74&cam=104&ano=2012&/]

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